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Erros de Português no Computador Magalhães

A edição desta semana do jornal Expresso, dá grande destaque a uma notícia em que se alerta para a existência de erros grosseiros e graves de português em algum do software instalado no computador Magalhães. Estes erros foram descobertos pelo deputado José Paulo Carvalho no software educacional open source (distribuído gratuitamente) GCompris, que se encontra instalado na partição do Magalhães em que se utiliza o sistema operativo Caixa Mágica. É referido ainda na capa do Expresso, que a tradução para português do software educacional foi efectuada por um emigrante português a residir em França e que este teria como habilitações literárias a quarta-classe. As informações referentes  às habilitações literárias de quem efectuou a tradução e à sua origem, parecem-me, desde que vi a capa pela primeira vez, estar destacados de forma exagerada na capa do jornal. Alguns dos erros enumerados, são erros que se podem cometer facilmente (eu cometo bastantes vezes o erro tipo encontraste/encontras-te quando escrevo em chats e emails) e não é necessário ser-se emigrante, nem “iletrado” para os produzir. Afinal o que deveria ser notícia eram os erros de português e não quem os cometeu.

Os erros identificados nesse  software educacional já seriam graves se fossem encontrados num qualquer produto educacional disponível no mercado, mas tornam-se ainda mais graves quando encontrados num produto educacional cuja utilização, ainda que não obrigatória, é intensamente promovida pelo Ministério da Educação. O Ministério terá de ser muito mais exigente e critirioso na avaliação dos conteúdo que disponibiliza no Magalhães, isto se quiser afirmar o Magalhães como produto educacional credível, útil e de referência.

O Ministério da Educação já disponibilizou um tutorial de como remover o referido software do Magalhães. Pode ser encontrado neste link.

Na minha opinião, o tipo de erros que foram encontrados são comparáveis aos erros que  se encontram nos manuais escolares todos os anos, da primeira-classe ao 12º ano, se bem que o Magalhães ninguém é obrigado a comprar. No início de todos os anos lectivos, políticos/governos quer do PS, PCP,CDS-PP, PSD, BE prometem implementar medidas de qualidade e certificação dos livros que podem ser escolhidos pelas escolas, contudo, que eu saiba, a real implementação dessas medidas, continua na gaveta e os pais dos alunos continuam a ser obrigados a comprar manuais com erros quer de português, quer técnicos. A consequência desses erros traduz-se no reduzido tempo de vida de alguns livros, como livros recomendados por uma escola.

Pode ser que este caso do software do computador Magalhães relance  a discussão sobre a qualidade dos materiais educacionais que são disponibilizados no mercado e a necessidade ou não de entidades que certifiquem esses materiais.

NOTA 1: Parece que o Expresso se equivocou nas habilitações literárias do emigrante português que fez a tradução do software. Afinal trata-se de um profissional das TI, com um curso superior nessa área e outro na área de Filosofia, e que é conhecido entre a comunidade do desenvolvimento de software open-source por ter produzido diversos trabalhos tecnicamente evoluídos e de qualidade. Ler este post do blogue http://blog.angulosolido.pt .

NOTA 2: Comentário à notícia pelo blogue não-oficial dos developers do sistema operativo Caixa Mágica. Link AQUI

NOTA 3:Empresa responsável por software com erros instalado no Magalhães reconhece “falha humana”. Link AQUI